Quarta-feira

Quase Perfeito na Rádio Gaúcha

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL NA RÁDIO GAÚCHA



O casal Fabrício Carpinejar, poeta e cronista, e Cínthya Verri, terapeuta, estará à frente de novo quadro da Rádio Gaúcha. O programa quinzenal Quase Perfeito é atração do Brasil na Madrugada, com estreia a partir da 0h01 de quinta (12/1). A apresentadora Sara Bodowsky faz a mediação das questões.

Com duração de duas horas, Quase Perfeito é um consultório sentimental que pretende atender as dificuldades de relacionamento dos ouvintes. A ideia é representar um casal no ar, com um posicionamento feminino e outro masculino sobre o amor e a família. O tema da primeira edição aborda o dilema entre independência e possessividade: "Como dar liberdade para o outro sem ser indiferente" ou "Como mostrar apego sem ser chato e possessivo".

O interesse é repassar um reservatório de histórias, casos, gafes, conselhos e exemplos que tornarão menores as crises e as brigas. Fabrício e Cínthya também citarão os desafios mais espinhosos que já enfrentaram, sempre interagindo com o público, perguntando despretensiosamente as causas das intrigas, num tom “atrevido afetuoso”. Consultório Poético procura despertar o desejo da confissão. Tudo com muito bom humor.

Para participar do programa, ligue (51) 3217-1610/ (51) 32176831/ (51) 32230600
Ouça ao vivo por aqui: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=80645&channel=232&tipoVivo=1

[SelfService] Maternidade compatível com a vida



Nesses dias, voltando para o celular após um jogo de tênis (atividade super prazerosa para mim) tive um susto, daqueles de amolecer o joelho: quatro chamadas não atendidas da escola da Letícia. Jogo tênis às oito da manhã, após deixá-la na escola e antes de ir trabalhar. Uma horinha, mas sessenta minutos onde tudo pode acontecer. Sem respirar, retornei a chamada:

― Alô-aqui-é-a-Fernanda-mãe-da-Letícia! ― disparei num fôlego só.

― Ah... Te liguei porque esqueceu o lanche coletivo. Era pastel de forno. Agora a gente já comprou um bolo de laranja... ― respondeu a voz mansa da secretária.

― Ah, que bom. Depois a gente acerta, então.

― É.

Esse foi o breve diálogo, de onde despenquei para a culpa. Falha minha, sei. Respiro e converso comigo:

― Essa foi. Como posso fazer melhor?

Passa horas, passa dias. Outras situações no pensamento. Já não mais com o peso da culpa quando estou trabalhando nos assuntos:

― Segunda às 22h30 quando chego é impossível (o evento ocorre as terças). Fazendo no domingo fica velho.

— Pedir isso para minha mãe extrapola meus limites de crédito e débito.
Outros tempos, outros assuntos.

— Isso não completa a equação em ter uma funcionária diariamente.

― Já sei! No próximo lanche coletivo da Letícia encomendo numa padaria e peço a entrega lá na escola mesmo. Talvez seja caro...

— Se estiver sem dinheiro, proponho trocar o lanche por algo que possa fazer no domingo.

Feliz.

Desde a primeira escola/creche em que a Lê esteve, eu questiono sobre a importância dessas iniciativas que incluem a participação dos pais em atividades escolares com um caráter de obrigatoriedade. Por puro constrangimento em não ter vontade de participar, talvez. É uma escolha minha que, entendo, pode ter repercussões nas relações da Letícia. A resposta que mais ouvi de educadores foi sobre a importância para a integração das famílias entre si e com as outras. Sei. E, também, um julgamento atrelado que famílias que não participam de tais eventos são desgarradas entre si e antipáticas, no mínimo. E pode ser só minha impressão, como todo o resto.

Acredito que vale refletir sobre as mudanças nas configurações familiares, de sociedade e de vida. Com todos os demais compromissos que assumo para viabilizar a vida que amo, que inclui minha família, falta possibilidade em mim para mais. Ocupar-me organizando o lanche coletivo, mesmo sendo esporadicamente, é também usar nosso tempo de estarmos juntas fazendo coisas que gostamos mais.

Escolhi a que considerei a melhor escola de porto alegre para a Letícia por inúmeros motivos. Desejo existir além da maternidade. Para estarem aqui comigo preciso que possam ouvir isso sem ser uma queixa. Não é.

A Letícia é das grandes maravilhas que me aconteceu. Encontrei competências e coragens não imaginadas. E uma galáxia de outras inabilidades e atribuições aprendidas (do script ‘ser mãe’) que não quero assumir. Não acho que seja necessário.

Não desejo, em nome da maternidade, me tornar o que detesto. Nem eu nem a Letícia precisamos da carga extra de frustrações adquiridas por tentarmos ser o que não somos.

E isso nada tem a ver com negligenciar necessidades da criança. É sabê-las e criar possibilidades de atendê-las da melhor forma possível para todos. Para todos!

Não na versão sacrifício. Tipo dano colateral por fazermos o que não gostaríamos de ter feito (ou do que se escolhe fazer sem a consciência que é pelo próprio desejo). Entendo esse dano colateral oriundo do apelo cultural colado em cada um, do desejo de reconhecimento e pertencimento ao grupo social. Isso é forte MESMO!

Acredito como uma possibilidade na gênese do sofrer não assumir quem somos. Incluindo o que é, aparentemente, imperceptível.
Quem reconhece aspectos apenas no outro precisa ajustar o foco. Deixar a preguiça de lado e olhar para si.

Só se reconhece o que, de alguma forma, já se conheceu. Mesmo que não se tenha consciência.

Afinal, há uma infinidade de coisas que existem antes de saber-se delas. Inclusive independentemente de nossa existência.



Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig

email: fernanda@clinicaverri.com.br

Domingo

[CINETERAPIA] Epílogo de Halloween

Por Roberto Azambuja*

Mário Corso em ação

Se você descobrisse que a morte não ameaça mais a sua existência; que você será eternamente jovem bonito; e que as doenças fazem parte do passado - ficaria imensamente feliz? A vida eterna é uma benção ou uma maldição?

Nosso convidado do Cineterapia especial de Halloween tem a resposta para essas perguntas na ponta da língua: ele odiaria a eternidade. Para Mario Corso, nada de jovialidade ad infinitum, nada de poderes fantásticos, nada de suculentas refeições regadas a sangue humano. O psicanalista declinaria de tudo isso sem hesitar - para ele a vida eterna seria insuportável!: “Como eu poderia viver tantos anos acompanhado de mim mesmo? Impossível!”.



Na 16º edição - que encerrou os trabalhos do Cineterapia em 2011 -, Mario Corso discutiu com o público a fascinação atemporal que a humanidade mantém pelos vampiros. Segundo o especialista em monstros, cada geração estabelece uma relação com seu ícone, e determina quais características serão mantidas do padrão há muito definido. Se os vampiros que povoaram o Cine eram tão bonitos quanto Brad Bitt e Tom Cuise (Louis e Lestat), seu precursor era o medonho Nosferatu; se a eternidade daqueles produzia questionamentos morais, o novíssimo Crepúsculo apresenta seus monstros ligados a valores do passados.



O que permanece, sempre, é a figura da eternidade — que só é possível pelo sacrifício da vida alheia. Como nos mostrou Mario Corso, o vampiro é a imagem indesejada que o ser humano tem de si. Talvez nosso lado infantil: que se julga invencível, mas que depende desesperadamente do outro para permanecer vivo.

Com essa elegante apresentação o Cineterapia chegou ao seu segundo ano, com a participação de mais de mil espectadores que passaram pelas poltronas do Cinebacários, e com a certeza que teremos novos convidados e novos clássicos no cardápio do ano que vem. 

Acompanhe a programação do
Cinterapia em SuperBem.com

_________________________________________________________________

Roberto Milman Azambuja                                 


É Acompanhante Terapêutico, Filósofo e Especialista em Psicologia Clínica. 

Twitter: @betoazambuja

Sexta-feira

[Sapatos Magnéticos] Caio.




E levanto.

Para dar um exemplo perfumado:

O creme que passo nas pernas é feito de uvas, agora que não estou tão café com leite, ao menos a pele tem algo de fresco.

“Somos o que somos porque nos alteramos. Saímos do barro em busca da felicidade.”

Há 16 dias, caí.

Das coisas que não estavam no caminho, todas foram pro lugar. E ali, na hora, pensei: ah, agora que me aconteceu isso, nada mais vai me acontecer. Estou garantida para os próximos meses ou quem sabe todo o 2012. Foi assim: eu vinha do terraço, tarde de domingo. A cabeça fervendo, cortar os cabelos, comprar colcha nova, marcar manicure, pedicure, não faltar a ginástica, mas, não. Não era só isso. Eu pensava, admito, no meu coraçãozinho. E larguei a descer as escadas. Não deu três degraus, eu estava no chão, e minha perna esquerda toda dobrada pra trás em forma de C – coxa, panturrilha, pé. É. São as tramas do destino. Uma força superior me empurrou, ou este chão está melado? Isso me perguntei, eu, míope desde os 5 anos de idade. A luz da escada estava apagada. Era dia, mas ainda assim, os degraus se confundem para quem vem do clarão de um sol num terraço.

Enfim, me estatelei, o tornozelo começou a falar alto, tão alto, chamava a plenos pulmões alô, alô, alô! Pois foi o maléolo, disse o doutor, na emergência. O maléolo, ah. Agora é só botar uma tala. OK. Que lindo, agora vou poder ler todos os livros que eu quero. Olha, faz duas semanas, até agora não li nenhum. Porque eu só penso no pé. Só sinto o peso do gesso do pé. Só tenho olhos para os dedos do meu pé, que fico mexendo para ver se não gangrenaram. E quando dói do lado errado, eu levo um susto. É claro que o andador, a cadeira de rodas, os queridos amigos fazem tudo ficar menos difícil. Mas a vida básica vira o troço mais importante. Que dias vou tomar banho de chuveiro? E se escorrego?

E dá-lhe remover os tapetes do caminho. O microondas, já esqueci, não alcanço.

Uauauaaua.
Já estou craque em pegar táxi de cadeira de rodas. Mentira. Cada vez que faço isso volto pra casa exausta. E quando canso de todos os aparatos, me atiro no chão e me arrasto sentada.

Então, visito o Julio:


“(…)pero nosotros tía ¿cómo haremos?
¿cómo nos daremos cuenta de que hemos recaído
si por la mañana estamos tan bien
tan café con leche
y no podemos medir hasta donde hemos recaído en el sueño
o en la ducha
y si sospechamos lo recayente de nuestro estado
¿cómo nos rehabilitaremos?(…)”
Julio Cortázar in Me caigo y me levanto



___________________________________________________________




Eliana Guedes
Conheça o blog da Eliana
Acesse o Perfil no Facebook

Quinta-feira

[Autofalante] por Guilherme Rey

[You’re not in Kansas anymore]
Por Guilherme Rey*



2011 já está arrumando as malas para partir em definitivo e, como de costume, assistirei esta despedida com olhos nostálgicos, fazendo uma breve passagem por tudo que aconteceu durante o ano. Mas, desde já, um fato deve ser destacado: este foi o meu ano de vilania.

Quando digo que fui um vilão, não faço menção aos vilões da ficção que, na sua essência exageradamente maléfica, fazem de tudo para atingir seus objetivos, mesmo que para isso tenha que passar por cima de outras pessoas. Na verdade, o termo ‘vilão’ é pesado e um tanto sombrio fora da dramaturgia, seria errado adicionar este título com base nas minhas atitudes, apesar de ter mais erros do que acertos contados para fazer o balanço do ano.

Pensando melhor, sou atrapalhado. Nem ruim, nem mal intencionado: atrapalhado! Meto os pés pelas mãos sem nem ao menos perceber. E assim sempre foi comigo, despertando a fúria quando a intenção era apenas ajudar. Ajudar? Sem ser solicitado? É bem aí nessa esquina que se localiza a residência dos meus erros. Sou um Peter Pan que sofre da ‘síndrome de Dorothy’: apesar da busca de passar por uma vida cheia de aventuras, perco muito tempo tentando arrumar coragem pro leão, um coração pro homem de lata e um cérebro pro espantalho.

* Estudante de Publicidade e Propaganda/PUCRS, trabalha com registros fotográficos, design gráfico e redação — http://guinormal.blogspot.

____________________________________________________________


[AutoFalante] é a coluna de SuperBem onde publicamos seus textos.

Quer publicar o seu? Envie para contato@clinicaverri.com.br

Terça-feira

CHUTE O BALDE OU VAI MORRER AFOGADO NELE

Fabrício Carpinejar
Arte de Salvador Dali

"Bom dia!

Conheci seu trabalho através da minha namorada Sílvia, ela sempre foi sua fã e sempre se identificou muito com as coisas que você escreve, desde então acompanho alguns de seus pensamentos.

Pelo fato dela se identificar com o que você diz que vim aqui te pedir ‘ajuda’.

O nome da minha namorada é Sílvia, começamos a namorar em dezembro de 2010 e quatro meses depois terminamos, na verdade eu terminei, pois estávamos com muitas briguinhas, e coisinhas bestas que estavam desgastando nosso namoro. Após o término, fiquei com uma menina da minha faculdade com quem me relacionei 2 meses. Essa menina já tinha sido motivo de brigas entre eu e a Sílvia.

Nesses dois meses eu senti falta da Sílvia, e resolvi voltar com ela, conversamos e voltamos, no dia 6 de julho desse ano. Porém, as sombras do passado ainda rondam nossos dias.

Eu não trai a Sílvia, mas terminei, fiquei com outra e voltei. Eu errei, assumo isso, é indiscutível. Mas o meu sentimento agora, é diferente de tudo o que já senti, a cada dia me apaixono mais pela Sílvia, um amor que nunca senti antes.

Ela também gosta muito de mim, mas tem muito medo de eu ir embora de novo, de sentir atração por outra e coisas do tipo. Eu falo que isso não se repetirá, que esse erro foi aprendizado e que agora as coisas são diferentes e que vou provar pra ela que tudo mudou, não vou ficar falando, nem prometendo nada, só vou agir e mostrar a mudança, e que tudo isso vem com o tempo.

O problema é que a outra (com quem eu nem falo mais) fica postando coisas relacionadas a mim no twitter, e isso incomoda muito a Sílvia e a mim também, pois minha ligação agora é só com a Sílvia, em mim eu já apaguei todo o passado, mas pra Sílvia isso está bem vivo, e é grande motivo de tormento pra ela.

Com a Sílvia eu descobri o amor, não o amor de filho para pai, ou o amor familiar, mas o amor de homem para mulher, companheira, amiga, namorada!

No que você puder me ajudar, serei grato!

Parabéns pelo seu trabalho!

Obrigado.

abraço
Guilherme"

Querido

Tudo bem?

Você ficou com uma mulher que a sua namorada já tinha ciúme. Naquele momento, aposto que defendeu a tese de que não era nada, de que ela estava fantasiando, enxergando coisas, fez com que sua companhia se sentisse louca.

Logo depois da separação, sem esfriar o corpo, passa a sair com o pivô da briga. É óbvio que Silvia pensará que tinha razão e fundamento. Destruiu qualquer argumento. Não se pode dormir com o inimigo imaginário - uma regra básica da ética amorosa.

Não vale a pena alegar que não estavam juntos. É uma defesa frágil: traiu a confiança. O repentino flerte ou parece represália ou confissão. Nenhuma das duas hipóteses é agradável.

Sílvia confia no seguinte cenário:

1) As briguinhas e coisinhas bestas representavam o interesse pela colega de faculdade.
2) Você terminou para namorar a colega de faculdade, e não denunciar que estava traindo.
3) Ficou dois meses com a colega e se deu conta da burrada.
4) Quis reatar a história com a Sílvia, totalmente arrependido.
5) A colega de faculdade sabe de tudo, e vai infernizar sua vida de casal por um bom tempo. É uma chantagem pela mentira do início.

Não tem mais o que chiar. O contexto exige o sacrifício do bezerro de ouro. Uma reação drástica. Não há como apenas agir em detrimento das promessas.

Homem gosta de deixar janela aberta, não fechar portas, preservar antigos relacionamentos em caso de necessidade.

A diplomacia não funcionará, toda hipótese paliativa não tem sentido. Não abafará o ciúme com o tempo e a gentileza. Não fugirá da briga mudando de assunto.

O sacrifício do bezerro de ouro é falar publicamente no Twitter e no Facebook de que rejeita as atitudes da colega. É se responsabilizar pelo caminho adotado, bloquear as outras vias da encruzilhada, rezar a exclusividade emocional.

Se não criticar a ex, expor por completo o ressentimento com a perseguição, não avançará na relação com Sílvia e permitirá a confirmação das insinuações e suspeitas. Terá que gerar uma prova indiscutível de ruptura do passado, um corte de laço. Cumpre decretar o fim de segredos e a eclosão de uma cumplicidade mais duradoura.

É o momento de se humilhar para reaver a humildade.

O dízimo do amor é o orgulho.

Abraço
Fabro



Fabrício Carpinejar


Informações sobre Consultório Poético
Acesse o blog do autor: http://carpinejar.blogspot.com/
Envie sua dúvida de relacionamento para carpinejar@terra.com.br 

Segunda-feira

[CINETERAPIA] Especial de Halloween


imagem


Luxo: Cineterapia deste mês traz 
"Entrevista com Vampiro" e Mário Corso

Uma personalidade escolhe seu filme predileto e debate com público os motivos de sua preferência. Essa é a proposta de sucesso do Cineterapia. Em outubro, a última segunda-feira é também o último dia do mês — 31. Por isso, o Cineterapia comemora em alto estilo o Halloween com Entrevista com Vampiro. Para debater, o mestre dos monstros, Mário Corso.

Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles, nome original é um filme americano de suspense, baseado no livro homônimo da escritora Anne Rice. Lançado em 1994, conta a história de Louis (Brad Pitt), um vampiro que foi transformado no século XVIII por Lestat (Tom Cruise).

Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (29/08), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

Para o bate-papo, nada menos que o psicanalista Mário Corso. Membro da APPOA (Associação Psicanalítica de Porto Alegre), Mário é formado em psicologia pela UFRGS, trabalha com adolescentes e adultos.

Em 2002 lançou Monstruário – Inventário de Entidades Imaginárias e de Mitos Brasileiros pela editora Tomo, Menção Honrosa do prêmio Jabuti, numa tentativa de revitalizar figuras esquecidas do folclore nacional. Publicou o livro Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis, em 2005, e Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia, em 2010, ambos pela Ed. Artmed, escritos em parceria com sua esposa Diana Corso. Publica artigos, ensaios e crônicas em diversos meios de comunicação.

O sucesso de bilheteria traz um drama de outro mundo: enquanto Lestat acredita que deu a Louis a maior dádiva que pode existir, este acredita que na verdade foi condenado ao inferno e só encara a morte como válvula de escape. Ele passa sua vida imortal à procura de um significado para a sua condição, ou pelo menos algum outro de sua espécie.

Em sua 16ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros. A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas por e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês
Um convidado extraordinário
Um filme inteligente
Com entrada franca

Quarta-feira

[CINETERAPIA] Epílogo do Cine Especial Aparência

Não é sempre que zum-zum-zum de platéia é sinal de descontentamento — o Cineterapia de setembro foi prova disso.

Numa das edições mais comentadas pelo público, o Cine do mês contou com a participação do diretor técnico da rede Mirage Intercoiffure: Cesar Augusto Andrade Silva.

Nesta noite, que se alongou até as 23 horas, abordamos uma questão crucial para a vida humana: a aparência.


Cesar Augusto apontou os elementos estéticos que determinam — de maneira crucial e inconsciente — nossas impressões. As explicações precisas não permitiam contestações: era impossível negar que Annie (vivida por Annabella Sciorra) era apaixonante no começo do filme: com cabelos ondulados e avermelhados ela convidava à sexualidade.


Da mesma forma, vimos a personagem sumir dentro de si mesma quando internada no manicômio, com seu rosto pateticamente oval; e, por fim, sentimos sua imagem transparecer busca de auto-controle através do cabelo chanel de linhas retas.


Aprendemos, também, que enquanto um rosto quadrado passa segurança, o triangular gera receio. Para ilustrar a tese, nosso convidado lembrou-nos de arquétipos tão fortes como o Pantheon Grego e sua forma retilínea; ou o triângulo invertido da radiotividade. E, se ainda restava um cético neste assunto, recordamos dos antigos filmes de cowboys, com seus protagonistas de maxilar proeminente e seus bandidos de caras finas.


Cesar Augusto fez questão de frisar que imagem não pré-determina personalidade, mas salientou que esta última se constitui, também, através daquela, e que quem descuida de uma está abrindo mão de um instrumento crucial para o bem viver.

Não perca o próximo evento, Cineterapia Especial Halloween, com Mário Corso. Venha convocar os fantasmas no dia 31 de outubro.


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês
Um convidado extraordinário
Um filme inteligente
Com entrada franca

[SelfService] Motivação






Estou há horas com um desejo da Letícia, minha filha, que eu não encontrava jeito em mim de realizar: ter seu cachorrinho. Não tenho vontade de assumir essa responsabilidade sozinha e até agora não acreditei no compromisso dela em fazer o que eu entendo ser a parte dela nisso. Ela está com quase sete anos e eu me sinto cansada de várias coisas que acredito que ela pode dar conta em sua vida, mas até então, não fazia.

Numa conversa, inventamos uma pontuação para acontecer a vontade de cão: eu me convencendo em vê-la ocupando-se das coisas de sua vida aumenta as chances em mim de acreditar que ela vai cuidar das coisas do bichano canino. Ela super se empolgou! Passou a se vestir sozinha, escolher mais vezes a roupa, providenciar-se lanches, organizar a mochila, lembrar de puxar a descarga, levar a louça para pia, essas coisas. Tudo pelos pontos! Que feliz! Feliz de ver acontecendo sua competência que eu intuo fortemente, de aumentar minha confiança nela e em mim, de me aliviar das tarefas que eu acho chatas.

Um pensamento: que tipo de comportamento estou incentivando? Confesso, pensei isso. De feliz passei a desconfiada. Também sou essa. Mesmo acreditando que nessas coisas não há grandes efeitos do que fazemos além de dentro de nós mesmos, os pensamentos passam. Às vezes, ficam mais fortes e mais tempo do que eu gostaria. Acho que proporcional a importância que tem para mim o assunto e minha vontade de ‘garantias’.

Contando isso para Cínthya, me escutei falando: ela só faz por interesse. A Cín,do seu jeito leve e alegre de estar junto, devolve numa brincadeira que se fez nossa: Só ela é assim, eu não! E eu, penso. Viva o encontro! Olho para fora e me sinto de outro modo. E passo a outro circuito de pensamentos. Lembro da Raquel Freitas, linda, que se diz ‘movida à motivação’. Idéia que expressa tão bem o que entendo do efeito circular de bem-viver ou não.

Poder encontrar (ou inventar, tanto faz) maneiras para encontrarmos nossa motivação, o jeito que mais gostamos viver. Sempre inéditos, mesmo que semelhantes. Cada um com o seu, cada um consigo mesmo diferente a cada vez.

Para nada há fórmula: nem pra ser feliz, nem pra sofrer.
Nossa inteligência como principal aliada em bem-viver. Podemos reconhecer o desconhecido e as diferenças como campo inimigo ou possibilidades.

E acho importante lembrar que o que não controlamos acontece alheio a nossa vontade. Podemos chamar de acidente, devir, acontecimento, destino, acaso, fato, fatalidade. Pode estar atrelado a qualquer crença ou dogma. O que acredito, com todas essas reflexões, é que todo momento existe com muitas possibilidades: escolhemos uma. Todas as outras morrem, deixam de existir, para aquela vida.

Sentir-se feliz implica em continuar vivo. Estar vivo é reconhecer mudanças, o que só é possível quando aceitamos que tudo acaba. O fim está atrelado à liberdade e à morte (e na nossa cultura é muito forte o caráter religioso disso, que muito nos afasta de sentirmos felicidade agora). Estarmos livres implica em reconhecermos a responsabilidade sobre quem somos, do que gostamos em nós e em tudo. E do que não gostamos.

Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig

email: fernanda@clinicaverri.com.br

Sexta-feira

#cinthyaverriexplica agora na Rádio Elétrica

Olha só, você que perdeu o programa, não perde mais, porque a www.radioeletrica.com tem Podcast!!
Confere a estreia do #cinthyaverriexplica:

Clica aqui ó

As grandes vantagens da rádio ser Online: moderna, aberta, interativa e tem podcast.
E tem aplicativo pra iPhone.
É, enfim, tão legal.



Quando criança, adorava dizer:
— Deixa que a Cínthya explica.

Não sei o que era pior: me nomear na terceira pessoa ou a pretensão de explicar alguma coisa.

Acho que avancei desde lá, já falo na primeira pessoa.

Permaneço com a intenção de ouvir vidas, esclarecer dúvidas afetivas, sugerir caminhos, contar fábulas, partilhar minhas músicas prediletas, e afinidades literárias, conversar com os ouvintes via Skype durante trinta minutos, toda quinta, às 20h.

#cinthyaverriexplica

Um programa de comportamento, com a leveza do encontro e a empatia da coincidência.
Afinal, o encontro é uma coincidência planejada.

Acompanhe toda quinta-feira,
às 20h, na
www.radioeletrica.com

Quer participar? adicione: cvexplica no skype e esteja online na hora do show.

Segunda-feira

[CINETERAPIA] Nossa imagem: o que queremos com ela?

Venha debater sobre tudo o que inconscientemente queremos aparentar.

QUANDO A APARÊNCIA
DENUNCIA O TEMPERAMENTO
Cineterapia exibe o clássico kitsch AMOR ALÉM DA VIDA, com entrada franca e debate com o cabeleireiro Cesar Augusto Andrade.

A aparência não engana, entrega os principais traços de nossa personalidade. É a teoria de Cesar Augusto Andrade Silva, diretor técnico da Intercoiffure Brasil, membro do Artistic Pool Mundial da Intercoiffure, delegado do Projeto Education for Life no Brasil e diretor técnico da rede Mirage Intercoiffure, que vive em contato direto com a beleza e a vaidade dos salões e das modelos. 
Para debater moda e tendências com público, ele escolheu como filme predileto o "Amor Além da Vida", cult romântico de 1998, estrelado por Robin Williams e Annabella Sciorra, que apresenta a história de um homem que nunca abandona sua esposa, nem depois da morte. 
Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (26/9), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.
Livre interpretação do inferno da Divina Comédia de Dante Aligheri, a obra de Vincent Ward mistura misticismo, tragédia e conflitos familiares para abordar o sentimento de culpa, que pode destruir casamentos e dificultar reconciliações.
Em sua 16ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Thedy Correa, Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros.            
A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.        
Reservas de ingressos deverão ser feitas pelo telefone 51 324444 ou pelo e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês
Um convidado extraordinário
Um filme inteligente
Com entrada franca

Sexta-feira

[CINETERAPIA] Especial Gastronomia - Epílogo

Por Roberto Azambuja

A 15ª edição do Cineterapia foi uma delícia. Como entrada de luxo, servimos “Simplesmente Martha”, filme que abriu o apetite intelectual — e gastronômico — de todo o público. No prato principal tivemos Diogo Carvalho representando o grupo Destemperados e saciou nossa fome por novas ideias.

Diogo degustou o filme, e através dele conseguiu nos mostrar a ideia que rege seu grupo (http://www.destemperados.com.br). Para esta turma, que se proclama não especialista, a sabedoria na hora de saborear um bom prato é conseguir um ótimo momento. Nada de perder a paciência com minúcias, de jogar fora a noite com devaneios intelectuais sobre alta gastronomia — o que buscam os três parceiros destemperados é o regozijo que a boa mesa traz às nossas vidas.

Simplesmente Martha

Nosso convidado acertou em cheio na escolha do tema. Chamou nossa atenção para os momentos em que vamos aos locais públicos: cinemas, cafés, teatros e restaurantes, com o intuito de falarmos mal de tudo. Como disse Diogo: “Tem gente que vai para não gostar! Porque parece que assim entende da coisa.”.


A platéia, já acostumada ao teor do bate-papo do Cine, sabia para onde iria esta conversa. Não demorou muito e chegamos lá; discutimos as escolhas que cada um toma na sua vida, e a necessidade de escolher — e trabalhar — para viver bem.


Diogo Carvalho colocou mais um tempero nesse caldeirão, lembrando que, muitas vezes a seriedade que conferimos a alguma coisa da vida — como a importância que Martha dava à comida — deixa aquilo um pouco indigesto.


Também não deixamos de lado a delicada mistura entre conhecimento e opinião. Para os Destemperados, é importante lembrar às pessoas que, mesmo havendo tanta erudição no mundo gastronômico, a opinião, o simples gostar ou não de algo, ainda é o mais importante.

Como de costume nossa sobremesa teve sabor terapêutico, e saímos de lá com o gostinho da certeza que o fundamental, em todas as áreas da nossa vida, é continuar acreditando em nós mesmos.

[Autofalante] Queremos Ouvir Você!

Escreva para a gente e participe da SuperBem.

Você tem vontade de escrever? Faz textos e os abandona na gaveta? Gostaria de dizer alguma coisa na internet mas não quer manter um blog próprio?
Você quer botar a boca no trombone?

Mande textos seus aqui pra gente! Um vez por mês, selecionaremos um texto para publicar na news e no blog! O www.superbem.com tem mais de 500 visitas diárias!


Envie o texto para: contato@clinicaverri.com.br

Participe e venha descobrir suas impressões na internet.

[SelfService] Solidão


Encontrei em uma matéria de revista a Escala de Solidão da Universidade da Califórnia (referência dada pelo tal periódico). Discutiam sobre a soledade, apontando aspectos já conhecidos de uma forma interessante. Trouxe para cá por gostar das questões para refletir sobre o viver de letras minúsculas, esse, de todos os dias.


Brinquei de responder o questionário como me sinto hoje e como me lembro que me sentia quando me sentia muito solitária, desacompanhada, apartada e perdida no mundo. E brincando de inventar pensamentos, fiquei tão feliz em reconhecer o quanto me ocupei em fazer uma vida boa para mim e como hoje me sinto diferente de outras que fui.

Falo assim por acreditar (e querer demonstrar) como é possível trocar de vida. Não daquelas magias cinematográficas — tipo mudar de identidade, de país, de profissão, de esposa/esposo, de casa, de coisas; falo de transformações cotidianas: difíceis, contínuas, pequeninas. Mudar atitudes comuns — o que implica em prestar atenção em quem somos. Nu e cru. Ardido.

Coisa de um exercício ininterrupto, trabalhoso e às vezes chato (e tudo é mesmo meio chato em algum momento de alguma forma). E que, por isso, não precisa ser penoso. Criar um jeito de se divertir. Se distrair quando pesar. Mudar o foco. Só piora ficar maluco com a atenção grudada numa idéia só (até não agüentar mais e chutar o balde — e se quebrar todo). Diversificar. Flanar no viver.

Com a discussão, foi acendendo a idéia de que tudo já estava lá. Que as coisas não se transformam em outras, nós é que as percebemos em outras configurações. E já diferentes, é natural mudar o significado de conceitos pensados por quem éramos. Natural é diferente de fácil. Assuntos importantes sobre amizade, amor, acompanhar-se, hipocrisia, moral, segurança, prazer, cuidados, diversão, alimentação, moradia, profissão podem ter efeito paralisante se ficam cristalizados.

Como não pensarmos sobre isso ao longo do tempo?

De verdade, tem alguém que não sabe ou lembra o que não gosta em si? De quem foi?

Como fazer diferente se evitamos pensar no que não gostamos? Ou no que dói? No que envergonha?

Como ficar em paz consigo sem antes reconhecer que tem uma guerra dentro da cabeça?

O que me ajuda mais pensar? Nisso OU naquilo? Que sou solitário OU que não me sinto acompanhado dessas pessoas que me relaciono (família, amigos, quem seja)? As escolhas fundamentais acontecem no ermo escuro da inconsciência.

Coragem para pensar que não gosto mais de quem já gostei. Coragem para pensar que não me sinto bem em um lugar tão familiar. Coragem para saber-se único (e só). Coragem para ser outro.

Transformar a guerra em conflito, em discussão e, depois, se der, numa conversa amorosa é imprescindível para aliviar o peso da jornada.

E sim, acredito estarmos transformando continuamente o que somos (depende da nossa ação). Isso é infinitamente melhor do que vivermos iludidos de que poderíamos transformar o que nossa ação não alcança.


Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig

email: fernanda@clinicaverri.com.br

Sábado

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OFICINA LITERÁRIA

Imagem de Tadeu Vilani



Após oficina sobre amor e sete pecados capitais, apresento um intensivo de escrita criativa explorando os seis sentidos. 

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail atendimento@clinicaverri.com.br ou pelo telefone (51) 3022 4444.

É meu último curso em Porto Alegre neste ano, onde reunirei técnicas como terapia literária, consultório poético e laboratório de crônicas e contos.

Serão seis encontros ao longo da última quinzena de setembro, das 20h às 22h, no Espaço Madame Bovary, do restaurante Suzanne Marie (Rua Tobias da Silva, 304). Cada aula será dedicada a explorar ficcionalmente nossas principais forças sensoriais: 21/9, quarta (Visão), 22/9, quinta (Audição), 23/9, sexta (Tato), 26/9, segunda (Olfato), 27/9, terça (Paladar) e 28/9, quarta (Intuição).

O objetivo é compreender o passado e investigar as virtudes e possibilidades do corpo e da mente. A oficina inédita pretende trabalhar a confissão e os relacionamentos na articulação de experiências de estilo, a partir de leitura de clássicos e autores contemporâneos.

O aluno receberá ajuda para selecionar o que tem importância literária daquilo que foi vivido, incentivado a despertar evocações e lembranças secundárias, comparações e relações imprevisíveis do cotidiano.

Vinte vagas. 
 ___________________________________________________________
  
Apoio:


Quarta-feira

[Cineterapia] Especial Gastronomia


Uma personalidade escolhe seu filme predileto e debate com público os motivos de sua preferência. Essa é a proposta de sucesso do Cineterapia. O trio Destemperados optou por "Simplesmente Martha".

Bella Martha, nome original do filme da diretora Sandra Nettelbeck, é uma produção alemã, lançada em 2001, que conta a história de Martha Klein, a obstinada e perfeccionista chef de cozinha de um refinado restaurante de Hamburgo.

O filme apresenta personagens intensos e a relação emocional que todos mantemos com a comida.

Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (29/08), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

Para o bate-papo, desfrutaremos de cinco versões — três de experientes em experiências gastronômicas e duas de terapeutas.

Os Destemperados se descrevem: "três inquietos amigos que são apaixonados por comer e beber bem onde quer que estejam". Eles são Diego Fabris, Diogo Carvalho e Lela Zaniol.

Diogo é ex-advogado, pós-graduado em marketing pela FGV/RS. Curioso, exagerado, espírito de porco e péssimo piadista, apesar de ter um bom timing. Come mais do que deveria por não saber seu limite. Tudo sempre termina bem depois do “tá, a partir daqui já é gula”. Em resumo: um queridão!

Lela é formada em Relações Internacionais, especialista em Scienze Organizzative pela Università di Roma e pós-graduada em gerenciamento de projetos pela FGV/SC. Extrovertida e com um humor ácido, não precisa de muito para se divertir. Apesar de não resistir aos encantos da baixa gastronomia, adora os prazeres da boa mesa e acredita que a vida é muito curta para comer e beber porcarias.

E Diego é um apaixonado por comer e beber bem, por viajar, por sorvetes, por esportes e por branding. Colecionar experiências nestas áreas é a sua vida.

Em Simplesmente Martha (Martina Gedeck), com seu modo charmoso e obsessivo, a protagonista cria verdadeiras obras de arte cozinhando num pequeno restaurante em Hamburgo. Apesar disso, seu cotidiano é monótono. Martha é muito introvertida e praticamente não possui vida própria, dedicando-se totalmente ao trabalho. Tudo isso muda quando sua irmã morre em um acidente, fazendo com que ela tenha de cuidar de Lina (Maxine Foerste), sua sobrinha de oito anos. É quando aparece Mario (Sergio Castellito), um extrovertido cozinheiro italiano que consegue trazer um pouco de alegria para as duas. No momento em que Martha e Mario começam um romance, o pai de Lina, que há muito tempo estava desaparecido, surge querendo levá-la para a Itália.

Em sua 15ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros. A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas por e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês

Um convidado extraordinário

Um filme inteligente

Com entrada franca

Segunda-feira

SEU FILME É OUTRO



Fabrício Carpinejar
Arte de Edward Hopper

"Fabrício!


Eu leio sempre, muito, você, e nos últimos dias tenho me apegado a alguns textos em especifico para tentar entender o que está se passando na minha vida.

Estou passando por um processo de separação (se é que isso é um processo pelo qual se passa, porque as vezes acho que sou eu quem tem dado muita importância, e já passou, e eu não vi). Fomos casados durante três anos, e namoramos, antes disso, por mais uns três. São quase seis anos juntos, dos quais no alto dos meus vinte e cinco anos, me senti casada, perfeitamente feliz, e capaz de superar qualquer crise emocional que tivesse a ver com o relacionamento pelo simples fato de amar com simplicidade e certeza quem estava do meu lado.

Toda simplicidade e certeza que me sobravam parece que faltava do outro lado, apesar de todo o espaço, dedicação, melindres, carinhos infinitos e doação integral transbordando de ternura. Na noite do último do ano, ele terminou comigo. O engraçado é que quis continuar em casa por mais alguns meses. Ele me criticava, usava os defeitos que tenho para justificar os fins, aqueles mesmos defeitos que tantas vezes nos fizeram selar a paz mais maravilhosa e cheia de alívio que já vi na vida. Aqueles mesmos defeitos que, vez por outra, eram até dignos de risos. Ele me acusa de coisas que não fiz, mas continuou morando comigo - porque quis, nunca implorei ou me humilhei para que ficasse.

Feliz ou infelizmente, eu lhe disse que ainda iria esperar, afinal de contas não estou mesmo aberta a conhecer novas pessoas, promover uma mudança apressada e repleta de uma falsa transitoriedade na minha vida. Não sou assim. Dedico tempo e espaço para as coisas que acho que valem, e insisto muito, até demais, naquilo que quero, e desejo profundamente com sinceridade. A questão é que mesmo sendo muito romântica, sempre fui forte, soube me virar sozinha e sou de escutar os nãos que a vida me impôs. Dessa vez não estou conseguindo. Bem ou mal, não estou acreditando que acabou (será que é blefe?), não consigo entender o comportamentos dele, inclusive o fato de ter deixado quase todos os pertences em casa, e mesmo assim dizer que agora o lugar dele é em outro lugar.

O que eu deveria fazer? Não consigo me desligar.

beijo

Raíssa"

Querida Raíssa

Não está acreditando por isso não acabou. Finge que mantendo as aparências os estilhaços se juntam. O espelho é um quebra-cabeça irrecuperável.

Não deixaria o purgatório liquidar com o que resta de memória feliz dos dois. Ele não deseja ter prejuízo, além de tudo é avarento, busca ser solteiro com a estrutura de casado.

Terminar o relacionamento no réveillon é ato de sangue-frio, premeditado. Ele ensaiou o fim, sabia do fim há muito tempo. Porque o costume é romper em dia quebrado, no meio de uma discussão, no susto, sem querer.

Prosseguir não é convivência, mas tortura. Cada manhã vai procurar uma nova noite, uma mudança de atitude, olhá-lo tensa e aflita, esperando frases redentoras e o pagamento retroativo do perdão.

Eu não gostaria de viver desse jeito, desfalcado de futuro. Esperança sem porta e janela é angústia. Já tentou de tudo, agora que ele assuma sua escolha. Da parte dele, que não fique jogando com o charme da carência. Da sua parte, que não aceite fim parcelado, o ódio não tem promoção.

Não alcanço o que pretende permitindo que ele permaneça de corpo na casa estando mentalmente em outro lugar. Quer enlouquecer? Renunciar a espontaneidade, a altivez, o brilho da boca? Ele pensará que pode desfrutar de todos os direitos sem prestar nenhum dever.

O que faria? Colocaria as coisas dele no corredor e trocaria a fechadura. Ele não serve nem para arrumar outra residência. Escorado, gigolô de sofá! Desculpe minha agressividade. É pela contundência que podemos conservar a pureza.

O que é necessário compreender que a história da relação dele não é a mesma de você. Juramos que o marido ou a esposa está na nossa cabeça e enxerga tudo igual, com a mesma edição amorosa das cenas mais importantes. Talvez ele nem saiba qual a sua música predileta, seu prato favorito. Não, ele viveu com você, não viveu em você. É você que ria dos defeitos, que se deslumbrava com a simplicidade, que se despedia das brigas estendendo a toalha da mesa. Não ele.

Um pouco de narcisismo lhe fará bem. Se continuar assim, não terá mais amor próprio para continuar a amá-lo.

Abraço
Fabro





Fabrício Carpinejar


Informações sobre Consultório Poético
Acesse o blog do autor: http://carpinejar.blogspot.com/

Envie sua dúvida de relacionamento para carpinejar@terra.com.br 

Nas Ondas Bravas de um Mar





Encontrou semelhantes. Acostumados, ou por outra, familiarizados com a dor, que não é de ninguém, dor não tem dono. Assim mesmo, é a gente que faz, então isso por si, revolta. Por que ser uma pessoa a quem ninguém pode ajudar? Não parece bom negócio... A conversa no auditório começava, e a palestrante pediu: caminhem! Andem pela sala! Entre as cadeiras! Mexam-se! Lembrou da campanha do “Mexa-se”, muito em voga nos anos 70, quando um amigo mui querido que adorava uma ceva e seu carro Puma último modelo, brincava: essa campanha do “mexase”... parece nome de remédio.

É chato, de um modo geral, ficar sentado assistindo palestras. Pessoalmente, achava um tédio, embora achasse legal também ver alguém dizendo coisas que de alguma forma falavam dele.

Mas foi mais legal ainda saber que a palestrante não queria palestrar, assim, como doutora. Ela, psiquiatra, até brincou, enquanto a plateia caminhava entre as fileiras de poltronas do anfiteatro: “A gente pensa que psiquiatra tem a chave, eu sei. A chave do quartinho!”

Nossa, ela falava e a conversa infiltrava na cabeça. Mexer o corpo devolve o centro do corpo e da cabeça, quantas vezes havia pensado nisso, nos momentos em que a doença tomava conta e precisava ficar na cama, quieto, esperando os efeitos. Ou esperando demais, tomando o sofrimento para si, o sofrimento do mundo.

Na brincadeira do mexa-se, o mal-estar diluía, quando um pegava a mão do outro, na poltrona ao lado, aumentava o sentimento de bem-estar, aí o riso vinha fácil. Aquilo não era uma palestra, era o encontro das vontades, e dos pareceres, cada um com o seu diagnóstico escondidinho, porque ser a pessoa era o mais importante, ser mais que um resultado de exame, ser além, e ir para além da rebentação, nas ondas bravas de um mar.

Depois do primeiro instante, já estavam entre amigos. Ou, pelo menos, corria de uma para outra pessoa a liberdade de ouvir e balançar a cabeça positivamente, enquanto a conversa da médica, entre eles, fluía. E foi no momento em que disse, ela, ou alguém, uma voz que se levantou mais do que as outras: a responsabilidade da alegria começa nisso.

E aí, ele compreendeu, balançando vagarosamente a cabeça, que a sua responsabilidade de ser, e ter uma, sei lá, mil dores, e de ter a vontade, ainda assim, de aceitar o convite, não apenas como um papel escrito, mas aceitar, de dentro, o convite para algo que não sabia como seria (porque nunca sabemos como será qualquer acontecimento, essa responsabilidade fazia, dele, o dono de sua vida.

___________________________________________________________




Eliana Guedes
Conheça o blog da Eliana
Acesse o Perfil no Facebook

Terça-feira

Palestra Surpresa

O CURSO EXTENSIVO DE INSTRUÇÃO DO ACOMPANHANTE TERAPÊUTICO
terá palestra surpresa de Fabrício Carpinejar amanhã (10/08)!

Após o seminário, comemoraremos a inauguração do Curso
com palestra gratuita e aberta ao público* às 19h, na sede da
Clínica Verri (Rua Tobias da Silva, 267/506)

*Palestra para 20 pessoas! Corra para fazer a reserva e garanta seu lugar!

Sexta-feira

Relâmpago de Saúde! Valendo uma Bolsa para o Curso de AT!

QUIZ SAÚDE!
Participe e concorra a uma bolsa integral para o Curso Extensivo de Instrução do AT!
Promoção Relâmpago!

Em homenagem ao dia mundial da saúde, hoje, [05/08], estamos lançando o QUIZ SAÚDE! Mande suas respostas ATÉ O FIM DO DIA (23:59) para atendimento@clinicaverri.com.br e concorra ao sorteio de uma BOLSA INTEGRAL para fazer o CURSO DE AT!

Concorre quem mandar ao menos duas respostas certas!
Fique atento para as perguntas que aparecem via FB e Twitter!
FB: Clínica Verri
Twitter: @clinicaverri
http://www.superbem.com
#teliga



A atualização desta postagem apresentará as questões!




#quizsaude [1]


#quizsaude [2]




#quizsaude [3]


#quizsaude [4]




#quizsaude [5]

Quinta-feira

CURSO EXTENSIVO DE INSTRUÇÃO DO ACOMPANHANTE TERAPÊUTICO


[Existe curso técnico de enfermagem. Existe curso técnico para ser terapeuta?]
O Curso de Instrução do AT é como um equivalente. Não são necessários curso superior ou formações complementares. O Curso de Instrução do AT habilita você a ajudar as pessoas com qualquer quadro de doença mental.

[O Curso de Instrução de AT serve apenas para quem quer trabalhar como AT?]
Não. O curso é ótimo para quem quer entender mais sobre o funcionamento das relações entre as pessoas e como melhorar a convivência — que é sempre difícil, não é mesmo? Somos muito diferentes uns dos outros. Lidar com isso é fundamental.

[Como funciona o Curso]
Dividido em dois semestres: um no Inverno de 2011 e um no Verão de 2012;
A seleção acontece por meio de entrevista;

São duas modalidades: Teórico (para quem quiser apenas assistir as aulas) ou Teórico-prático
(para quem quiser atender e participar das conversas sobre os atendimentos
[antiga supervisão]);

[Tem estágios para quem quiser atender?]
O AT tem acesso à Santa Casa: participação no grupo do SEDA (Serviço de Doenças
Afetivas da Santa Casa de Porto Alegre) e atendimento aos pacientes;

O Curso conta com participações de convidados especiais em algumas conversas sobre os
atendimentos. Alguns dos convidados confirmados são o Psiquiatra e Psicanalista, autor de "A Paixão – Caminhos e Descaminhos", entre outros, o Dr. Paulo Sérgio Rosa Guedes; o chefe da psiquiatria da Santa Casa, Dr. Nelio Tombini, o fundador da Mário Martins e da Residência em Psiquiatria do Clínicas, Dr. Odon Frederico Cavalcanti Carneiro Monteiro e o psiquiatra e psicoterapeuta, diretor do Instituto Fernando Pessoa, Dr. Jaime Vaz Brasil.

[Datas e Horários]
• Aulas [na sede da Clínica Verri]: Sempre às quartas-feiras, a partir
das 19h. Chegar a partir das 18h e 30min. Seminários: 19h às 20h e 30min
Conversas sobre os Atendimentos: 20h e 45min às 21h e 45min
• Cineterapia [no Cinebancários] – análise de filmes, última
segunda-feira de cada mês, às 20h.

• Grupo do SEDA [na Santa Casa]: segundas, às 9h.

• Atendimentos: horários deverão ser combinados entre cada paciente e
AT.

[Competências do AT]
O AT atua junto a diversos quadros clínicos:
• Dependentes químicos: para a ampliação do repertório de vida, manejo em
situações agudas, auxiliar em conflitos familiares e sociais, retorno ao
convívio social;
• Distúrbios alimentares;
• Quadros fóbicos e depressivos;
• Processo de envelhecimento: para a reconstrução de projetos de vida;
• Transtornos e deficiências mentais; e
• Todas as síndromes que envolvam aspectos físicos, mentais ou sociais.

[Facilitadores]
Facilitação da teoria por
Cínthya Verri — médica e comunicadora
Fernanda Seelig — psiquiatra
Roberto Azambuja — filósofo, especialista em psicologia clínica

Prática na companhia do Dr. Nélio Tombini — nos grupos SEDA e na Psicobreve.

[Para quem é o curso?]
Não é necessária formação especial anterior, apenas o ensino médio. O AT
trabalha junto com o psiquiatra e o psicólogo. Precisa ter muita vontade de
se dedicar, de se envolver.

O curso também está indicado para quem tem alguém que ama e precisa, um
familiar adoecido, por exemplo, para quem quer cuidar melhor desta pessoa,
quer se instruir para fazer isso com muito mais qualidade. Não está apenas
para aqueles que querem se profissionalizar.

Por fim, o curso está indicado para quem quiser saber mais sobre a
convivência entre as pessoas, quem gosta de estudar sobre a alma humana ou
conceitos de saúde emocional e quem tem curiosidade sobre estes temas.

[Investimento]
• Curso Teórico (dois semestres)*:
Inscrições até 30 de julho de 2011:
– 10x de R$ 230,00 ou R$2.000,00 à vista

Inscrições após 30 de julho de 2011:
– 10x de R$ 250,00 ou R$2.250,00 à vista
• Curso Teórico-prático (dois semestres)*
Inscrições até 30 de julho de 2011:
– 10x de R$ 370,00 ou R$3.300,00 à vista

Inscrições após 30 de julho de 2011:
– 10x de R$ 400,00 ou R$3.600,00 à vista

*O aluno pode optar por mudar sua modalidade até o final do primeiro mês de
aulas.

[Extensão]
32 Encontros [aula]
Teórico: 480 h/a
Teórico-prático: 800 h/a
8 Encontros [Cineterapia]
32 Encontros [SEDA]

[Vagas]
Apenas 5 vagas restantes.

[Para se inscrever]
Corra.
Escreva para atendimento@clinicaverri.com.br
Ou ligue 51.3022.4444

—————————————————————————————————————
Aqui vai uma introdução, se quiser saber um pouco mais sobre o
Acompanhamento Terapêutico, o AT.

Até para atravessar o inferno dependemos de um amigo.

É o que ensina Dante Aligheri que convidou ficcionalmente seu poeta
predileto Virgílio para acompanhá-lo no território das sombras durante o
percurso da Divina Comédia.

Até para atravessar a loucura dependemos de um amigo.


O Acompanhante Terapêutico, o AT, é um amigo qualificado, uma companhia que
trata, alguém que vai junto aos passeios, caminha pela rua, no supermercado,
no bairro em que o paciente vive. É o atendimento além do consultório e do
hospital.

Não confunda com as funções de um vigia ou de uma babá: o Acompanhamento
Terapêutico é uma prática que busca aumentar a autonomia e não a
dependência. Faz toda a diferença na hora da recuperação.

Os encontros agenciam a abertura e a inclusão no meio externo. São
realizadas desde simples atividades do dia-a-dia até jogos inusitados ou
experiências inéditas e surpreendentes para o acompanhado e muitas vezes,
para o acompanhante também.

O objetivo é resgatar aspectos saudáveis que ficam escondidos quando
adoecemos.

O que importa é incentivar a multiplicidade: apontar e valorizar os fatos no
instante em que eles ocorrem, instigar à reflexão e ressaltar que ele pode
ser ativo diante das suas dificuldades e sofrimentos.

Outras informações, acompanhe no Blog do Curso:
http://cursodeinstrucaodoat.blogspot.com/

—————————————————————————————————————
Calendário do Curso

[SEMINÁRIOS] CURSO DE INSTRUÇÃO DO AT — Inverno 2011

10/08 — História do AT (Antonio Lancetti)
17/08 — O Inconsciente como Potência Subversiva (A.Naffah Netto)
24/08 — Lancetti e o Controle – Parte I (Antonio Lancetti)
31/08 — Lancetti e o Controle - Parte II (Antonio Lancetti)
07/09 — Feriado
14/09 — Exame do Estado Mental - Parte I
21/09 — Exame do Estado Mental - Parte II
28/09 — O Feiticeiro e sua Magia (Claude Lévi-Strauss)
05/10 — A Paixão — Caminhos e Descaminhos (Paulo Sérgio Rosa Guedes)
12/10 — feriado
19/10 — Luto e Melancolia (Sigmund Freud)
26/10 — Sobre o Início do Tratamento (Sigmund Freud)
02/11 — Feriado
09/11 — A Coragem de Criar (Rollo May)
16/11 — O Capim Anoni nosso de cada dia (Cínthya Verri)
23/11 — Noções de Diagnóstico Psiquiátrico em Cinco Eixos – Parte I
30/11 — Noções de Diagnóstico Psiquiátrico em Cinco Eixos – Parte II
07/12 — Noções de Psicofarmacologia
14/12 — Cartografia Emocional (Suelly Rolnick)


[SEMINÁRIOS] CURSO DE INSTRUÇÃO DO AT — VERÃO/2012
07/03 — O Inconsciente como Potência Subversiva (A. Naffah Netto)
14/03 — Genealogia da Moral (F. Nietzsche) — Parte I — Nascimento
21/03 — Genealogia da Moral (F. Nietzsche) — Parte II — Sentimento de Culpa
28/03 — Genealogia da Moral (F. Nietzsche) — Parte III — Sacerdotes
04/04 — A Instituição e a Instituição Total (Goffmann)
11/04 — A Carona (Milan Kundera)
18/04 — A Aula – (R. Barthes)
25/04 — Alma Imoral (Newton Bonder) — Parte I
(Páscoa) 02/05
09/05 — Alma Imoral (Newton Bonder) — Parte II
16/05 — Cartas a um Jovem Terapeuta (Contardo Calligaris)
30/05 — Correspondências (Clarice Lispector)
06/06 — Felicidade Sintética e Plasticidade Cerebral (Miguel Nicolelis)
13/06 — Base Relacional — Formas de Amor
20/06 — Abordagem em Momentos Críticos
27/06 — Sobre a Transitoriedade (Sigmund Freud)
04/07 — Vivência Final de Curso

Garanta sua vaga:
51.3022.4444

Saiba mais sobre o AT:
http://cursodeinstrucaodoat.blogspot.com/