Quarta-feira

HIPNOSE POÉTICA



A médica e comunicadora Cínthya Verri estreia na literatura com coquetel na terça à noite.

Na terça-feira, 08 de maio, sai o livro de poesia "Constantina" pelo selo paulista Edith. A autora retrata sua infância na cidade onde nasceu, no extremo norte do estado, situada a 355 quilômetros de Porto Alegre.

Disposta em três capítulos (Destino, Fatalidade e Acaso), a obra é marcada pelos versos pungentes, curtos e densos. Expõe os excessos conservadores da educação que sofriam as meninas no interior do estado.

"dentro de casa
precisava ter ânimo
para ficar sem vontade"

A crítica Noemi Jaffe é uma das entusiastas do estilo substantivo e iluminado de Cínthya:

"Aqui há zelo, contenção e minimalismo, embora os poemas não sejam cerebrais. Há também nostalgia e melancolia, e o mistério de nenhum transbordamento."

Venha conferir a obra a partir das 19h no Restaurante Suzanne Marie: rua Tobias da Silva, 267/506.

Vendas online logo após o lançamento em visiteedith.com

Terça-feira

[SelfService] Além do bem e do mal.

Acompanhe as revelações de quem vive olhando, 
com a Dra Fernanda Seelig.

Vi um post no facebook essa semana: ‘Se sua namorada não incomoda, não pergunta nada, não critica o que você faz, não é por ser legal... Ela tem outro’.

Fascina-me a criatividade em usar e criar lógicas para nos sentirmos bem. Mas para que usar o outro por referência (dificultando ainda além o caminho para chegarmos a si próprio)?

Viva o que és e ponto!

Se teu namorado diz que teu ciúmes é chato, assume que ficou triste, reflete sobre o que sentes e acredita. Quem acha o que de quem, afinal?

Muda o que achar necessário na tua atitude e na tua vida. Das contrariedades sentidas podemos ou não ser reféns. Simples e muito trabalhoso.

O que somos a cada tempo é resultado de uma média, harmoniosa se possível, cujas variáveis e pesos respectivos conhecemos parcialmente; possível de ser ampliado, impossível de ser dominado.

Falo de situações ditas “por impulso”, “inconsciente”, “consciente”, “correta”, “digna”, “auto-boicote”,” golpe”, “trapaça”, “auto-engano”, “egoísta”, “altruísta” e outros termos. Falo dos adjetivos que escolhemos usar. Tudo entre aspas para marcar bem o que não aparece: o julgamento.

Expressões que sugerem a mesma coisa: a fantasia de que conhecemos e podemos dominar a vida.
Para quem não encontrou sentidos que lhe satisfaça, crie novos. Quando falo sobre isso, considero a legislação vigente no país e, mais subjetivo ainda, a moral que acompanha o lugar e tempo que vivemos. Dessas, bom ter uma noção da regra e das punições correspondentes, para que possamos ampliar a consciência de nossas escolhas (com as conseqüências de ser quem somos). Além do bem e do mal.

Assunto individual. Conferência privada da multiplicidade da alma.

Cada um refletindo sobre as muitas versões que conhece sua.

Nada mais!

Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig
email: fernanda@clinicaverri.com.br

Quarta-feira

[CINETERAPIA] Epílogo de Taxi Driver, com Arthur de Faria

*Por Roberto Azambuja


Antes do Cineterapia do mês de abril achávamos que Arthur de Faria não era uma banda, mas um festival de música. Depois do Cine, descobrimos que é mais ainda: o homem é uma toda uma trilha de filme.


Arthur bem que tentou desviar do assunto, queria entrar na noite por outra porta, que não a do ouvido, mas não deu: nós não deixamos.

Já de início, contou que a música de Taxi Driver, de autoria de Bernard Hermann, acontece sempre na variação de um mesmo tema. Utilizando diferentes tons, Hermann – responsável pela música da cena do banheiro de Psicose – nos conduz a sensações antagônicas. A mesma melodia passa tranqüilidade num embalo jazzístico, quando Travis (Robert de Niro) dirige seu carro pelas noites de Nova York, e apavora quando o protagonista leva a cabo sua sede de justiça na matança final.


Nosso convidado contou um pouco de sua caminhada no ramo da autoria das trilhas de cinema, e confessou que gosta de copiar descaradamente os grandes gênios, que são suas referências. Como o já citado Bernard Hermann, mas também Nino Rota, criador da trilha de O Poderoso Chefão, que Arthur considera uma das melhores de todos os tempos.

(Quem quiser conferir algumas das belas composições de Arthur de Faria não deixe de visitar o www.seuconjunto.com.br).

Mas a noite não foi só de música. Com propriedade, a estrela do programa Cafezinho trouxe à baila sua verve jornalística, e tocou na crítica que o filme trás à sociedade americana e o papel de juiz do mundo que essa se outorga.

Para nosso deleite, também contou que considera Quentin Tarantino um diretor exibido e Scoorsese um cara simples.


A platéia contribuiu — e muito. Discutimos a agressividade humana, questionamos se a violência mostrada no filme é norte-americana ou de todos nós; contextualizamos os Estados Unidos da década de 70, com seu racismo, homofobia e beligerância; e demos uma olhada no vazio e na decadência de valores resultantes do American way of life.

Saímos querendo mais, esperando o próximo Cine – dia 23 de abril.

Quer conferir o debate? Ouça aqui o podcast exclusivo Rádio Elétrica: vai lá.

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Roberto Milman Azambuja                                 


É Acompanhante Terapêutico, Filósofo e Especialista em Psicologia Clínica. 

Twitter: @betoazambuja

Quinta-feira

BRILHO ETERNO COM ENTRADA FRANCA NO CINETERAPIA


Filme com Jim Carrey e Kate Winslet será exibido no Cinebancários na segunda (23/4)

Uma personalidade escolhe seu filme predileto e debate com público os motivos de sua preferência. Essa é a proposta de sucesso do Cineterapia, que chega a sua 20ª edição em três anos de atividades.

A convidada é a radialista Kátia Suman, apresentadora da Ipanema FM, grife do rádio gaúcho há 25 anos, diretora da Rádio Elétrica (emissora inteiramente digital), idealizadora e capitã do Sarau Elétrico. Ela optou pelo cult romântico “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" (2004), dirigido pelo francês Michel Gondry, vencedor do Oscar de Roteiro Adaptado.

Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (23/04) , às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

A partir de história de Charlie Kaufman, a obra traz a tentativa desesperada de um casal, interpretado por Jim Carrey (Joel) e Kate Winslet (Clementine), de se livrar da dependência e do sofrimento da separação. Eles procuram um tratamento experimental que apaga as vivências do relacionamento e faz com que não persista nenhuma prova de qualquer convivência. Mas Joel acaba desistindo de esquecer Clementine e começa a encaixá-la em seu passado mais remoto.

O projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, Humberto Gessinger, Thedy Correa, entre outros.

A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas por e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br ou pelo telefone 51 3022-4444


CINETERAPIA

Toda última segunda feira do mês

Um convidado extraordinário

Um filme inteligente

Com entrada franca

Domingo

[SelfService] De quando se acha que tudo que se é, é pouco.

Acompanhe as revelações de quem vive olhando, 
com a Dra Fernanda Seelig.



Por vezes fico encharcada nisso. Hoje é um desses tempos.

A impressão de ter deixado algo por fazer ou de não ter se dedicado a alguma situação ou não ter nada de interessante para compor com os cenários do viver.

Acompanhada dos fatos da vida (que não param para que nos ajeitemos com as emoções reconhecidas) essa percepção atua como algoz na hora que faltam clones para dar conta de todos os desejos.
Essa semana foi assim: trabalho novo, colegas novos, mais encontros, amigos amados, pessoas queridas, Letícia paixão e seu Universo, logística básica, casa, carro e... (esqueço algo que parece importante).

EU!

Sensação de estranheza com as pessoas, lugares, situações. Nada tem um sentido que me agrade. Tristeza vai ganhando espaço.

Os alarmes gritam para que eu encontre de novo o principal nisso tudo.

Hoje é um desses tempos.

A diferença está em assumir minha condição humana com mais carinho.

Meu corpo sempre cansa antes das minhas vontades.

A hora de descansar é escolher não estar no mundo.

Recolher-se e retomar-se para viver.


Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig
email: fernanda@clinicaverri.com.br

Sexta-feira

Epílogo do Cineterapia com Nico Nicolaiewsky

O Cineterapia comemorou a entrada no seu terceiro ano vestido de gala. Para festejar, trouxemos Nico Nicolaiewsky, que nos brindou com “My Fair Lady” – um presente de alto nível.


Os convidados lotaram a festa, e ainda contamos com aqueles corajosos que encararam o Longa sentados nas escadarias.


A união deste musical que abocanhou oito Oscar, com este expoente da música gaúcha – que há mais de vinte anos encanta com Tangos e Tragédias – só poderia nos render uma noite regada à música.




Nico nos emprestou seu ouvido, e chamou nossa atenção para a excelência dessa produção dirigida por George Cukor. Segundo o maestro, o filme acerta quando junta coros perfeitos com interpretações musicais de atores que não são necessariamente cantores. Para nosso convidado, a imperfeição, no tom certo, confere aos personagens maior vivacidade.


O filme cativou a todos nas suas duas horas e quarenta de duração. Mesmo pertencendo a um gênero já posto de lado pelo cinema contemporâneo, “My Fair Lady” mostrou que tem potencia inesgotável, não só na musicalidade mas também na construção dos personagens. Com humor, vimos desenrolar na tela assuntos atemporais como o amor, a necessidade de controle sobre quem amamos e o desejo – quase incontrolável – de transformar pessoas em objetos. Além disso, não faltou ao filme material para discutirmos temas atuais, como a pobreza e as formas de segregá-la.



Como se vê, adentramos 2012 com o pé direito, e em março pretendemos firmar o esquerdo – sem dúvida até o fim do ano chegamos de corpo inteiro.

Quarta-feira

Desenhos Animados no #CVExplica

Com o meu preferido

Tudo começou com um gato preto e branco, de olhos grandes, sorriso contagiante, chamado Félix. O desenho animado “Folias Felinas” do Gato Félix estreou nos tempos do cinema mudo, nos primórdios do século 20, e fez do simpático felino uma das primeiras estrelas da sétima arte.

O sucesso de Félix era um prenúncio do encantamento que as animações exerceriam sobre o público nas décadas seguintes.

Por que eles nos interessam tanto?

Os Desenhos Animados são o tema do CVExplica desta quinta-feira.

Ouça o Podcast
aqui

CVExplica [+ou- 21h], quintas, na Rádio Elétrica
participe ao vivo no msn/email cvexplica@hotmail.com
add Skype CVExplica

Sábado

Cartão Presente na Páscoa!

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Na páscoa, somos devolvidos à possibilidade de se inventar e 
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Quinta-feira

CINETERAPIA EXIBE TÁXI DRIVER





O clássico de Martin Scorcese será comentado pelo músico Arthur de Faria na segunda (26/3)

Arthur de Faria não é uma banda, é um festival de música. Toca piano, acordeom, kalimba e instrumentos de brinquedo, autor dos CDs envolventes e bem humorados Música pra Ouvir Sentado e Música para Bater Pezinho, um dos maiores articuladores da integração gaúcha-portenha.

Mas o Cineterapia apresenta uma nova faceta do artista: o comentarista de filmes.

E a obra não poderia ter maior sentido na história do cinema: Táxi Driver, de Martin Scorcese, Palma de Ouro em Cannes em 1976, retrato cru e violento da Nova Iorque dos anos 70, considerado um dos maiores filmes americanos de todos os tempos pelo realismo das interpretações de Robert De Niro e Jodie Foster.

A exibição tem entrada franca e acontece na segunda (26/3), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

No enredo, Travis Bickle (De Niro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas trabalhando como motorista de táxi. Seu caminho se cruza com a jovem prostituta Iris (Jodie Foster), de apenas 12 anos. A menina explorada por cruel cafetão torna-se centro de sua indignação pela falta de moralidade e de sentido da vida.

Em sua 18ª edição e seu terceiro ano consecutivo, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Thedy Correa, Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, Humberto Gessinger, entre outros.

A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas pelo telefone 51 324444 ou pelo e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br

[SelfService] Dos Por quês.

Acompanhe as revelações de quem vive olhando, 
com a Dra Fernanda Seelig.


Adoro a história da receita da lingüiça que a norinha fez e não foi aprovada por não ser tirada uma das pontas. Agregada recente à família, a ousada moça arriscou o prepara do prato tradicional e a denúncia da falta de curiosidade (ou de interesse) dos demais integrantes do clã.

Três gerações repetiam a receita tal como a viam, desperdiçando pedaços do embutido, sem nunca observar o fato. Frente à pergunta atrevida, sorriam, cada qual a seu jeito de reagir ao evidente constrangimento.
Por sorte, a Nona ainda viva, quis explicar:

― Pela primeira vez alguém fala nisso! Vejo as lingüiças sem uma das pontas nos pratos todos esses anos e me divirto. Quando éramos o Nono e eu, tínhamos apenas uma panela. Para fazê-las inteiras, como era do seu agrado, inventei uma solução: tirar uma das pontas.


Penso nas vezes que nos esprememos para encaixarmo-nos em situações como as conhecemos; angustiados, paralisamos. Sofrendo para não enxergar outras formas e processos além dos conhecidos (e aprovados) pelo senso comum. Não se amarram mais aos canhotos para forçar-lhes a aprendizagem de escrita ‘certa’, mas continua-se dizendo que está errado o jeito do outro que é diferente do nosso.

O silêncio e a ‘obediência’ nas relações melhoram a imagem dos participantes. Todos parecem viver como os comerciais de Natal do Zaffari, que emocionam por vários motivos que entendemos por uma única (ou algumas poucas) perspectiva.

Refletir e questionar são perturbador. Demandam coragem, energia e vontade. Denunciam pensamentos e emoções sobre os outros e nós próprios bem desagradáveis de sentir.

Não conheci ninguém que se deleite ao reconhecer seus preconceitos; que sorria quando aceita pensar que já desejou a morte dos pais ou que os filhos não tivessem nascido; que festeje não querer estar casado, estar frustrado profissionalmente, sentir inveja ou ciúmes. Sentimentos que compõem o ‘lado B’ da humanidade só os outros sentem (como se pedófilos fossem alienígenas). Será?

A vivência que me motivou escrever sobre isso foi com a Letícia. Depois de horas juntas e várias negociações dentro e fora de mim, estávamos comprando seu material escolar e ela escolhe um conjunto de lápis absurdamente caro ao que digo o décimo não. Furiosa, argumenta o quão difícil é escolher suas coisas comigo e que eu sou a pior mãe do mundo. E exatamente assim me sinto. Foi no que pensei: nossas raivas uma com a outra não apareceriam caso ela escolhesse o que eu quero pagar ou eu comprasse o oneroso conjunto que ela escolheu.

E fica a idéia: o que não se sabe de si mesmo por agir-se pelos ‘bons costumes’ e para continuar-se parecendo com o que se gostaria de ser?

Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig
email: fernanda@clinicaverri.com.br

Terça-feira

CINETERAPIA volta com força total.

CINETERAPIA EXIBE CLÁSSICO DE HEPBURN



Nico Nicolaiewsky comenta "My Fair Lady" em sessão especial com entrada franca na segunda (27/2), às 18h e 30min

Em seu terceiro ano consecutivo, Cineterapia abre a temporada com a exibição de um dos clássicos sentimentais do cinema americano: My Fair Lady, musical dirigido por George Cukor e baseado na peça teatral Pigmalião, de George Bernard Shaw.

A exibição tem entrada franca e acontece na segunda (27/2), em horário especial: às 18h e 30min, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

O filme é uma escolha do músico e compositor Nico Nicolaiewsky, um romântico confesso, autor do CD "Onde está o Amor" e de valsas e canções líricas que viraram trilha do longa Amores, de Domingos de Oliveira. O famoso intérprete da comédia musical Tangos e Tragédias participa de debate logo após a exibição da obra.

Na abertura da temporada do evento, a sessão terá um clima retrô especial, com vendedor de balas, roupas de época e projeção da película de 170 minutos com intervalo de dez minutos.

My Fair Lady arrebatou oito Oscar em 1965 — melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Rex Harrison), melhor direção de arte, melhor fotografia colorida, melhor figurino colorido, melhor trilha sonora e melhor som - e reafirmou Audrey Hepburn como o rosto mais emblemático de Hollywood para interpretar os sonhos de Cinderela e de ascensão de classe. Semelhante à trama de Bonequinha de Luxo, onde uma prostituta de luxo pretende ser atriz, Hepburn é uma simples vendedora de flores convertida numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses, adotada pelo professor de fonética Henry Higgins

Em sua 17ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros. A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas por e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br

Quarta-feira

Quase Perfeito na Rádio Gaúcha

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL NA RÁDIO GAÚCHA



O casal Fabrício Carpinejar, poeta e cronista, e Cínthya Verri, terapeuta, estará à frente de novo quadro da Rádio Gaúcha. O programa quinzenal Quase Perfeito é atração do Brasil na Madrugada, com estreia a partir da 0h01 de quinta (12/1). A apresentadora Sara Bodowsky faz a mediação das questões.

Com duração de duas horas, Quase Perfeito é um consultório sentimental que pretende atender as dificuldades de relacionamento dos ouvintes. A ideia é representar um casal no ar, com um posicionamento feminino e outro masculino sobre o amor e a família. O tema da primeira edição aborda o dilema entre independência e possessividade: "Como dar liberdade para o outro sem ser indiferente" ou "Como mostrar apego sem ser chato e possessivo".

O interesse é repassar um reservatório de histórias, casos, gafes, conselhos e exemplos que tornarão menores as crises e as brigas. Fabrício e Cínthya também citarão os desafios mais espinhosos que já enfrentaram, sempre interagindo com o público, perguntando despretensiosamente as causas das intrigas, num tom “atrevido afetuoso”. Consultório Poético procura despertar o desejo da confissão. Tudo com muito bom humor.

Para participar do programa, ligue (51) 3217-1610/ (51) 32176831/ (51) 32230600
Ouça ao vivo por aqui: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=80645&channel=232&tipoVivo=1

[SelfService] Maternidade compatível com a vida



Nesses dias, voltando para o celular após um jogo de tênis (atividade super prazerosa para mim) tive um susto, daqueles de amolecer o joelho: quatro chamadas não atendidas da escola da Letícia. Jogo tênis às oito da manhã, após deixá-la na escola e antes de ir trabalhar. Uma horinha, mas sessenta minutos onde tudo pode acontecer. Sem respirar, retornei a chamada:

― Alô-aqui-é-a-Fernanda-mãe-da-Letícia! ― disparei num fôlego só.

― Ah... Te liguei porque esqueceu o lanche coletivo. Era pastel de forno. Agora a gente já comprou um bolo de laranja... ― respondeu a voz mansa da secretária.

― Ah, que bom. Depois a gente acerta, então.

― É.

Esse foi o breve diálogo, de onde despenquei para a culpa. Falha minha, sei. Respiro e converso comigo:

― Essa foi. Como posso fazer melhor?

Passa horas, passa dias. Outras situações no pensamento. Já não mais com o peso da culpa quando estou trabalhando nos assuntos:

― Segunda às 22h30 quando chego é impossível (o evento ocorre as terças). Fazendo no domingo fica velho.

— Pedir isso para minha mãe extrapola meus limites de crédito e débito.
Outros tempos, outros assuntos.

— Isso não completa a equação em ter uma funcionária diariamente.

― Já sei! No próximo lanche coletivo da Letícia encomendo numa padaria e peço a entrega lá na escola mesmo. Talvez seja caro...

— Se estiver sem dinheiro, proponho trocar o lanche por algo que possa fazer no domingo.

Feliz.

Desde a primeira escola/creche em que a Lê esteve, eu questiono sobre a importância dessas iniciativas que incluem a participação dos pais em atividades escolares com um caráter de obrigatoriedade. Por puro constrangimento em não ter vontade de participar, talvez. É uma escolha minha que, entendo, pode ter repercussões nas relações da Letícia. A resposta que mais ouvi de educadores foi sobre a importância para a integração das famílias entre si e com as outras. Sei. E, também, um julgamento atrelado que famílias que não participam de tais eventos são desgarradas entre si e antipáticas, no mínimo. E pode ser só minha impressão, como todo o resto.

Acredito que vale refletir sobre as mudanças nas configurações familiares, de sociedade e de vida. Com todos os demais compromissos que assumo para viabilizar a vida que amo, que inclui minha família, falta possibilidade em mim para mais. Ocupar-me organizando o lanche coletivo, mesmo sendo esporadicamente, é também usar nosso tempo de estarmos juntas fazendo coisas que gostamos mais.

Escolhi a que considerei a melhor escola de porto alegre para a Letícia por inúmeros motivos. Desejo existir além da maternidade. Para estarem aqui comigo preciso que possam ouvir isso sem ser uma queixa. Não é.

A Letícia é das grandes maravilhas que me aconteceu. Encontrei competências e coragens não imaginadas. E uma galáxia de outras inabilidades e atribuições aprendidas (do script ‘ser mãe’) que não quero assumir. Não acho que seja necessário.

Não desejo, em nome da maternidade, me tornar o que detesto. Nem eu nem a Letícia precisamos da carga extra de frustrações adquiridas por tentarmos ser o que não somos.

E isso nada tem a ver com negligenciar necessidades da criança. É sabê-las e criar possibilidades de atendê-las da melhor forma possível para todos. Para todos!

Não na versão sacrifício. Tipo dano colateral por fazermos o que não gostaríamos de ter feito (ou do que se escolhe fazer sem a consciência que é pelo próprio desejo). Entendo esse dano colateral oriundo do apelo cultural colado em cada um, do desejo de reconhecimento e pertencimento ao grupo social. Isso é forte MESMO!

Acredito como uma possibilidade na gênese do sofrer não assumir quem somos. Incluindo o que é, aparentemente, imperceptível.
Quem reconhece aspectos apenas no outro precisa ajustar o foco. Deixar a preguiça de lado e olhar para si.

Só se reconhece o que, de alguma forma, já se conheceu. Mesmo que não se tenha consciência.

Afinal, há uma infinidade de coisas que existem antes de saber-se delas. Inclusive independentemente de nossa existência.



Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig

email: fernanda@clinicaverri.com.br

Domingo

[CINETERAPIA] Epílogo de Halloween

Por Roberto Azambuja*

Mário Corso em ação

Se você descobrisse que a morte não ameaça mais a sua existência; que você será eternamente jovem bonito; e que as doenças fazem parte do passado - ficaria imensamente feliz? A vida eterna é uma benção ou uma maldição?

Nosso convidado do Cineterapia especial de Halloween tem a resposta para essas perguntas na ponta da língua: ele odiaria a eternidade. Para Mario Corso, nada de jovialidade ad infinitum, nada de poderes fantásticos, nada de suculentas refeições regadas a sangue humano. O psicanalista declinaria de tudo isso sem hesitar - para ele a vida eterna seria insuportável!: “Como eu poderia viver tantos anos acompanhado de mim mesmo? Impossível!”.



Na 16º edição - que encerrou os trabalhos do Cineterapia em 2011 -, Mario Corso discutiu com o público a fascinação atemporal que a humanidade mantém pelos vampiros. Segundo o especialista em monstros, cada geração estabelece uma relação com seu ícone, e determina quais características serão mantidas do padrão há muito definido. Se os vampiros que povoaram o Cine eram tão bonitos quanto Brad Bitt e Tom Cuise (Louis e Lestat), seu precursor era o medonho Nosferatu; se a eternidade daqueles produzia questionamentos morais, o novíssimo Crepúsculo apresenta seus monstros ligados a valores do passados.



O que permanece, sempre, é a figura da eternidade — que só é possível pelo sacrifício da vida alheia. Como nos mostrou Mario Corso, o vampiro é a imagem indesejada que o ser humano tem de si. Talvez nosso lado infantil: que se julga invencível, mas que depende desesperadamente do outro para permanecer vivo.

Com essa elegante apresentação o Cineterapia chegou ao seu segundo ano, com a participação de mais de mil espectadores que passaram pelas poltronas do Cinebacários, e com a certeza que teremos novos convidados e novos clássicos no cardápio do ano que vem. 

Acompanhe a programação do
Cinterapia em SuperBem.com

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Roberto Milman Azambuja                                 


É Acompanhante Terapêutico, Filósofo e Especialista em Psicologia Clínica. 

Twitter: @betoazambuja

Sexta-feira

[Sapatos Magnéticos] Caio.




E levanto.

Para dar um exemplo perfumado:

O creme que passo nas pernas é feito de uvas, agora que não estou tão café com leite, ao menos a pele tem algo de fresco.

“Somos o que somos porque nos alteramos. Saímos do barro em busca da felicidade.”

Há 16 dias, caí.

Das coisas que não estavam no caminho, todas foram pro lugar. E ali, na hora, pensei: ah, agora que me aconteceu isso, nada mais vai me acontecer. Estou garantida para os próximos meses ou quem sabe todo o 2012. Foi assim: eu vinha do terraço, tarde de domingo. A cabeça fervendo, cortar os cabelos, comprar colcha nova, marcar manicure, pedicure, não faltar a ginástica, mas, não. Não era só isso. Eu pensava, admito, no meu coraçãozinho. E larguei a descer as escadas. Não deu três degraus, eu estava no chão, e minha perna esquerda toda dobrada pra trás em forma de C – coxa, panturrilha, pé. É. São as tramas do destino. Uma força superior me empurrou, ou este chão está melado? Isso me perguntei, eu, míope desde os 5 anos de idade. A luz da escada estava apagada. Era dia, mas ainda assim, os degraus se confundem para quem vem do clarão de um sol num terraço.

Enfim, me estatelei, o tornozelo começou a falar alto, tão alto, chamava a plenos pulmões alô, alô, alô! Pois foi o maléolo, disse o doutor, na emergência. O maléolo, ah. Agora é só botar uma tala. OK. Que lindo, agora vou poder ler todos os livros que eu quero. Olha, faz duas semanas, até agora não li nenhum. Porque eu só penso no pé. Só sinto o peso do gesso do pé. Só tenho olhos para os dedos do meu pé, que fico mexendo para ver se não gangrenaram. E quando dói do lado errado, eu levo um susto. É claro que o andador, a cadeira de rodas, os queridos amigos fazem tudo ficar menos difícil. Mas a vida básica vira o troço mais importante. Que dias vou tomar banho de chuveiro? E se escorrego?

E dá-lhe remover os tapetes do caminho. O microondas, já esqueci, não alcanço.

Uauauaaua.
Já estou craque em pegar táxi de cadeira de rodas. Mentira. Cada vez que faço isso volto pra casa exausta. E quando canso de todos os aparatos, me atiro no chão e me arrasto sentada.

Então, visito o Julio:


“(…)pero nosotros tía ¿cómo haremos?
¿cómo nos daremos cuenta de que hemos recaído
si por la mañana estamos tan bien
tan café con leche
y no podemos medir hasta donde hemos recaído en el sueño
o en la ducha
y si sospechamos lo recayente de nuestro estado
¿cómo nos rehabilitaremos?(…)”
Julio Cortázar in Me caigo y me levanto



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Eliana Guedes
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Quinta-feira

[Autofalante] por Guilherme Rey

[You’re not in Kansas anymore]
Por Guilherme Rey*



2011 já está arrumando as malas para partir em definitivo e, como de costume, assistirei esta despedida com olhos nostálgicos, fazendo uma breve passagem por tudo que aconteceu durante o ano. Mas, desde já, um fato deve ser destacado: este foi o meu ano de vilania.

Quando digo que fui um vilão, não faço menção aos vilões da ficção que, na sua essência exageradamente maléfica, fazem de tudo para atingir seus objetivos, mesmo que para isso tenha que passar por cima de outras pessoas. Na verdade, o termo ‘vilão’ é pesado e um tanto sombrio fora da dramaturgia, seria errado adicionar este título com base nas minhas atitudes, apesar de ter mais erros do que acertos contados para fazer o balanço do ano.

Pensando melhor, sou atrapalhado. Nem ruim, nem mal intencionado: atrapalhado! Meto os pés pelas mãos sem nem ao menos perceber. E assim sempre foi comigo, despertando a fúria quando a intenção era apenas ajudar. Ajudar? Sem ser solicitado? É bem aí nessa esquina que se localiza a residência dos meus erros. Sou um Peter Pan que sofre da ‘síndrome de Dorothy’: apesar da busca de passar por uma vida cheia de aventuras, perco muito tempo tentando arrumar coragem pro leão, um coração pro homem de lata e um cérebro pro espantalho.

* Estudante de Publicidade e Propaganda/PUCRS, trabalha com registros fotográficos, design gráfico e redação — http://guinormal.blogspot.

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[AutoFalante] é a coluna de SuperBem onde publicamos seus textos.

Quer publicar o seu? Envie para contato@clinicaverri.com.br

Terça-feira

CHUTE O BALDE OU VAI MORRER AFOGADO NELE

Fabrício Carpinejar
Arte de Salvador Dali

"Bom dia!

Conheci seu trabalho através da minha namorada Sílvia, ela sempre foi sua fã e sempre se identificou muito com as coisas que você escreve, desde então acompanho alguns de seus pensamentos.

Pelo fato dela se identificar com o que você diz que vim aqui te pedir ‘ajuda’.

O nome da minha namorada é Sílvia, começamos a namorar em dezembro de 2010 e quatro meses depois terminamos, na verdade eu terminei, pois estávamos com muitas briguinhas, e coisinhas bestas que estavam desgastando nosso namoro. Após o término, fiquei com uma menina da minha faculdade com quem me relacionei 2 meses. Essa menina já tinha sido motivo de brigas entre eu e a Sílvia.

Nesses dois meses eu senti falta da Sílvia, e resolvi voltar com ela, conversamos e voltamos, no dia 6 de julho desse ano. Porém, as sombras do passado ainda rondam nossos dias.

Eu não trai a Sílvia, mas terminei, fiquei com outra e voltei. Eu errei, assumo isso, é indiscutível. Mas o meu sentimento agora, é diferente de tudo o que já senti, a cada dia me apaixono mais pela Sílvia, um amor que nunca senti antes.

Ela também gosta muito de mim, mas tem muito medo de eu ir embora de novo, de sentir atração por outra e coisas do tipo. Eu falo que isso não se repetirá, que esse erro foi aprendizado e que agora as coisas são diferentes e que vou provar pra ela que tudo mudou, não vou ficar falando, nem prometendo nada, só vou agir e mostrar a mudança, e que tudo isso vem com o tempo.

O problema é que a outra (com quem eu nem falo mais) fica postando coisas relacionadas a mim no twitter, e isso incomoda muito a Sílvia e a mim também, pois minha ligação agora é só com a Sílvia, em mim eu já apaguei todo o passado, mas pra Sílvia isso está bem vivo, e é grande motivo de tormento pra ela.

Com a Sílvia eu descobri o amor, não o amor de filho para pai, ou o amor familiar, mas o amor de homem para mulher, companheira, amiga, namorada!

No que você puder me ajudar, serei grato!

Parabéns pelo seu trabalho!

Obrigado.

abraço
Guilherme"

Querido

Tudo bem?

Você ficou com uma mulher que a sua namorada já tinha ciúme. Naquele momento, aposto que defendeu a tese de que não era nada, de que ela estava fantasiando, enxergando coisas, fez com que sua companhia se sentisse louca.

Logo depois da separação, sem esfriar o corpo, passa a sair com o pivô da briga. É óbvio que Silvia pensará que tinha razão e fundamento. Destruiu qualquer argumento. Não se pode dormir com o inimigo imaginário - uma regra básica da ética amorosa.

Não vale a pena alegar que não estavam juntos. É uma defesa frágil: traiu a confiança. O repentino flerte ou parece represália ou confissão. Nenhuma das duas hipóteses é agradável.

Sílvia confia no seguinte cenário:

1) As briguinhas e coisinhas bestas representavam o interesse pela colega de faculdade.
2) Você terminou para namorar a colega de faculdade, e não denunciar que estava traindo.
3) Ficou dois meses com a colega e se deu conta da burrada.
4) Quis reatar a história com a Sílvia, totalmente arrependido.
5) A colega de faculdade sabe de tudo, e vai infernizar sua vida de casal por um bom tempo. É uma chantagem pela mentira do início.

Não tem mais o que chiar. O contexto exige o sacrifício do bezerro de ouro. Uma reação drástica. Não há como apenas agir em detrimento das promessas.

Homem gosta de deixar janela aberta, não fechar portas, preservar antigos relacionamentos em caso de necessidade.

A diplomacia não funcionará, toda hipótese paliativa não tem sentido. Não abafará o ciúme com o tempo e a gentileza. Não fugirá da briga mudando de assunto.

O sacrifício do bezerro de ouro é falar publicamente no Twitter e no Facebook de que rejeita as atitudes da colega. É se responsabilizar pelo caminho adotado, bloquear as outras vias da encruzilhada, rezar a exclusividade emocional.

Se não criticar a ex, expor por completo o ressentimento com a perseguição, não avançará na relação com Sílvia e permitirá a confirmação das insinuações e suspeitas. Terá que gerar uma prova indiscutível de ruptura do passado, um corte de laço. Cumpre decretar o fim de segredos e a eclosão de uma cumplicidade mais duradoura.

É o momento de se humilhar para reaver a humildade.

O dízimo do amor é o orgulho.

Abraço
Fabro



Fabrício Carpinejar


Informações sobre Consultório Poético
Acesse o blog do autor: http://carpinejar.blogspot.com/
Envie sua dúvida de relacionamento para carpinejar@terra.com.br 

Segunda-feira

[CINETERAPIA] Especial de Halloween


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Luxo: Cineterapia deste mês traz 
"Entrevista com Vampiro" e Mário Corso

Uma personalidade escolhe seu filme predileto e debate com público os motivos de sua preferência. Essa é a proposta de sucesso do Cineterapia. Em outubro, a última segunda-feira é também o último dia do mês — 31. Por isso, o Cineterapia comemora em alto estilo o Halloween com Entrevista com Vampiro. Para debater, o mestre dos monstros, Mário Corso.

Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles, nome original é um filme americano de suspense, baseado no livro homônimo da escritora Anne Rice. Lançado em 1994, conta a história de Louis (Brad Pitt), um vampiro que foi transformado no século XVIII por Lestat (Tom Cruise).

Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (29/08), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.

Para o bate-papo, nada menos que o psicanalista Mário Corso. Membro da APPOA (Associação Psicanalítica de Porto Alegre), Mário é formado em psicologia pela UFRGS, trabalha com adolescentes e adultos.

Em 2002 lançou Monstruário – Inventário de Entidades Imaginárias e de Mitos Brasileiros pela editora Tomo, Menção Honrosa do prêmio Jabuti, numa tentativa de revitalizar figuras esquecidas do folclore nacional. Publicou o livro Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis, em 2005, e Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia, em 2010, ambos pela Ed. Artmed, escritos em parceria com sua esposa Diana Corso. Publica artigos, ensaios e crônicas em diversos meios de comunicação.

O sucesso de bilheteria traz um drama de outro mundo: enquanto Lestat acredita que deu a Louis a maior dádiva que pode existir, este acredita que na verdade foi condenado ao inferno e só encara a morte como válvula de escape. Ele passa sua vida imortal à procura de um significado para a sua condição, ou pelo menos algum outro de sua espécie.

Em sua 16ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros. A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.

Reservas de ingressos deverão ser feitas por e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês
Um convidado extraordinário
Um filme inteligente
Com entrada franca

Quarta-feira

[CINETERAPIA] Epílogo do Cine Especial Aparência

Não é sempre que zum-zum-zum de platéia é sinal de descontentamento — o Cineterapia de setembro foi prova disso.

Numa das edições mais comentadas pelo público, o Cine do mês contou com a participação do diretor técnico da rede Mirage Intercoiffure: Cesar Augusto Andrade Silva.

Nesta noite, que se alongou até as 23 horas, abordamos uma questão crucial para a vida humana: a aparência.


Cesar Augusto apontou os elementos estéticos que determinam — de maneira crucial e inconsciente — nossas impressões. As explicações precisas não permitiam contestações: era impossível negar que Annie (vivida por Annabella Sciorra) era apaixonante no começo do filme: com cabelos ondulados e avermelhados ela convidava à sexualidade.


Da mesma forma, vimos a personagem sumir dentro de si mesma quando internada no manicômio, com seu rosto pateticamente oval; e, por fim, sentimos sua imagem transparecer busca de auto-controle através do cabelo chanel de linhas retas.


Aprendemos, também, que enquanto um rosto quadrado passa segurança, o triangular gera receio. Para ilustrar a tese, nosso convidado lembrou-nos de arquétipos tão fortes como o Pantheon Grego e sua forma retilínea; ou o triângulo invertido da radiotividade. E, se ainda restava um cético neste assunto, recordamos dos antigos filmes de cowboys, com seus protagonistas de maxilar proeminente e seus bandidos de caras finas.


Cesar Augusto fez questão de frisar que imagem não pré-determina personalidade, mas salientou que esta última se constitui, também, através daquela, e que quem descuida de uma está abrindo mão de um instrumento crucial para o bem viver.

Não perca o próximo evento, Cineterapia Especial Halloween, com Mário Corso. Venha convocar os fantasmas no dia 31 de outubro.


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[SelfService] Motivação






Estou há horas com um desejo da Letícia, minha filha, que eu não encontrava jeito em mim de realizar: ter seu cachorrinho. Não tenho vontade de assumir essa responsabilidade sozinha e até agora não acreditei no compromisso dela em fazer o que eu entendo ser a parte dela nisso. Ela está com quase sete anos e eu me sinto cansada de várias coisas que acredito que ela pode dar conta em sua vida, mas até então, não fazia.

Numa conversa, inventamos uma pontuação para acontecer a vontade de cão: eu me convencendo em vê-la ocupando-se das coisas de sua vida aumenta as chances em mim de acreditar que ela vai cuidar das coisas do bichano canino. Ela super se empolgou! Passou a se vestir sozinha, escolher mais vezes a roupa, providenciar-se lanches, organizar a mochila, lembrar de puxar a descarga, levar a louça para pia, essas coisas. Tudo pelos pontos! Que feliz! Feliz de ver acontecendo sua competência que eu intuo fortemente, de aumentar minha confiança nela e em mim, de me aliviar das tarefas que eu acho chatas.

Um pensamento: que tipo de comportamento estou incentivando? Confesso, pensei isso. De feliz passei a desconfiada. Também sou essa. Mesmo acreditando que nessas coisas não há grandes efeitos do que fazemos além de dentro de nós mesmos, os pensamentos passam. Às vezes, ficam mais fortes e mais tempo do que eu gostaria. Acho que proporcional a importância que tem para mim o assunto e minha vontade de ‘garantias’.

Contando isso para Cínthya, me escutei falando: ela só faz por interesse. A Cín,do seu jeito leve e alegre de estar junto, devolve numa brincadeira que se fez nossa: Só ela é assim, eu não! E eu, penso. Viva o encontro! Olho para fora e me sinto de outro modo. E passo a outro circuito de pensamentos. Lembro da Raquel Freitas, linda, que se diz ‘movida à motivação’. Idéia que expressa tão bem o que entendo do efeito circular de bem-viver ou não.

Poder encontrar (ou inventar, tanto faz) maneiras para encontrarmos nossa motivação, o jeito que mais gostamos viver. Sempre inéditos, mesmo que semelhantes. Cada um com o seu, cada um consigo mesmo diferente a cada vez.

Para nada há fórmula: nem pra ser feliz, nem pra sofrer.
Nossa inteligência como principal aliada em bem-viver. Podemos reconhecer o desconhecido e as diferenças como campo inimigo ou possibilidades.

E acho importante lembrar que o que não controlamos acontece alheio a nossa vontade. Podemos chamar de acidente, devir, acontecimento, destino, acaso, fato, fatalidade. Pode estar atrelado a qualquer crença ou dogma. O que acredito, com todas essas reflexões, é que todo momento existe com muitas possibilidades: escolhemos uma. Todas as outras morrem, deixam de existir, para aquela vida.

Sentir-se feliz implica em continuar vivo. Estar vivo é reconhecer mudanças, o que só é possível quando aceitamos que tudo acaba. O fim está atrelado à liberdade e à morte (e na nossa cultura é muito forte o caráter religioso disso, que muito nos afasta de sentirmos felicidade agora). Estarmos livres implica em reconhecermos a responsabilidade sobre quem somos, do que gostamos em nós e em tudo. E do que não gostamos.

Bons apetites,





Fernanda Seelig
Twitter: @fernandaseelig

email: fernanda@clinicaverri.com.br

Sexta-feira

#cinthyaverriexplica agora na Rádio Elétrica

Olha só, você que perdeu o programa, não perde mais, porque a www.radioeletrica.com tem Podcast!!
Confere a estreia do #cinthyaverriexplica:

Clica aqui ó

As grandes vantagens da rádio ser Online: moderna, aberta, interativa e tem podcast.
E tem aplicativo pra iPhone.
É, enfim, tão legal.



Quando criança, adorava dizer:
— Deixa que a Cínthya explica.

Não sei o que era pior: me nomear na terceira pessoa ou a pretensão de explicar alguma coisa.

Acho que avancei desde lá, já falo na primeira pessoa.

Permaneço com a intenção de ouvir vidas, esclarecer dúvidas afetivas, sugerir caminhos, contar fábulas, partilhar minhas músicas prediletas, e afinidades literárias, conversar com os ouvintes via Skype durante trinta minutos, toda quinta, às 20h.

#cinthyaverriexplica

Um programa de comportamento, com a leveza do encontro e a empatia da coincidência.
Afinal, o encontro é uma coincidência planejada.

Acompanhe toda quinta-feira,
às 20h, na
www.radioeletrica.com

Quer participar? adicione: cvexplica no skype e esteja online na hora do show.

Segunda-feira

[CINETERAPIA] Nossa imagem: o que queremos com ela?

Venha debater sobre tudo o que inconscientemente queremos aparentar.

QUANDO A APARÊNCIA
DENUNCIA O TEMPERAMENTO
Cineterapia exibe o clássico kitsch AMOR ALÉM DA VIDA, com entrada franca e debate com o cabeleireiro Cesar Augusto Andrade.

A aparência não engana, entrega os principais traços de nossa personalidade. É a teoria de Cesar Augusto Andrade Silva, diretor técnico da Intercoiffure Brasil, membro do Artistic Pool Mundial da Intercoiffure, delegado do Projeto Education for Life no Brasil e diretor técnico da rede Mirage Intercoiffure, que vive em contato direto com a beleza e a vaidade dos salões e das modelos. 
Para debater moda e tendências com público, ele escolheu como filme predileto o "Amor Além da Vida", cult romântico de 1998, estrelado por Robin Williams e Annabella Sciorra, que apresenta a história de um homem que nunca abandona sua esposa, nem depois da morte. 
Com entrada franca, a sessão acontece na segunda (26/9), às 20h, no Cinebancários (Rua General Câmara, 424 — Centro), em Porto Alegre.
Livre interpretação do inferno da Divina Comédia de Dante Aligheri, a obra de Vincent Ward mistura misticismo, tragédia e conflitos familiares para abordar o sentimento de culpa, que pode destruir casamentos e dificultar reconciliações.
Em sua 16ª edição, o projeto disponibiliza clássicos que abordam a saúde afetiva e possibilita análise comportamental por destacados pensadores, psiquiatras e escritores gaúchos. Já participaram do evento nomes como Thedy Correa, Fabrício Carpinejar, Frank Jorge, Tatata Pimentel, Jorge Furtado, entre outros.            
A mediação da conversa fica por conta dos terapeutas Cínthya Verri e Roberto Azambuja.        
Reservas de ingressos deverão ser feitas pelo telefone 51 324444 ou pelo e-mail pelo atendimento@clinicaverri.com.br


CINETERAPIA
Toda última segunda feira do mês
Um convidado extraordinário
Um filme inteligente
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Sexta-feira

[CINETERAPIA] Especial Gastronomia - Epílogo

Por Roberto Azambuja

A 15ª edição do Cineterapia foi uma delícia. Como entrada de luxo, servimos “Simplesmente Martha”, filme que abriu o apetite intelectual — e gastronômico — de todo o público. No prato principal tivemos Diogo Carvalho representando o grupo Destemperados e saciou nossa fome por novas ideias.

Diogo degustou o filme, e através dele conseguiu nos mostrar a ideia que rege seu grupo (http://www.destemperados.com.br). Para esta turma, que se proclama não especialista, a sabedoria na hora de saborear um bom prato é conseguir um ótimo momento. Nada de perder a paciência com minúcias, de jogar fora a noite com devaneios intelectuais sobre alta gastronomia — o que buscam os três parceiros destemperados é o regozijo que a boa mesa traz às nossas vidas.

Simplesmente Martha

Nosso convidado acertou em cheio na escolha do tema. Chamou nossa atenção para os momentos em que vamos aos locais públicos: cinemas, cafés, teatros e restaurantes, com o intuito de falarmos mal de tudo. Como disse Diogo: “Tem gente que vai para não gostar! Porque parece que assim entende da coisa.”.


A platéia, já acostumada ao teor do bate-papo do Cine, sabia para onde iria esta conversa. Não demorou muito e chegamos lá; discutimos as escolhas que cada um toma na sua vida, e a necessidade de escolher — e trabalhar — para viver bem.


Diogo Carvalho colocou mais um tempero nesse caldeirão, lembrando que, muitas vezes a seriedade que conferimos a alguma coisa da vida — como a importância que Martha dava à comida — deixa aquilo um pouco indigesto.


Também não deixamos de lado a delicada mistura entre conhecimento e opinião. Para os Destemperados, é importante lembrar às pessoas que, mesmo havendo tanta erudição no mundo gastronômico, a opinião, o simples gostar ou não de algo, ainda é o mais importante.

Como de costume nossa sobremesa teve sabor terapêutico, e saímos de lá com o gostinho da certeza que o fundamental, em todas as áreas da nossa vida, é continuar acreditando em nós mesmos.